terça-feira, 19 de maio de 2015
SEMANA DE MUSEUS EM IGARASSU
Nesta quarta-feira, dia 20, teremos a abertura oficial da Semana dos Museus na Cidade de Igarassu, com uma palestra sobre os aspectos Históricos e Geográficos do município, com os profº Jorge Barretto e Elysio Alecrim. O evento acontecerá na Casa do patrimônio de Igarassu (Sobrado do Imperador), inicio as 09:30h. Entrada Franca. Fernando Melo - Igarassu / PE.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
IGARASSU SEDIA 13ª SEMANA NACIONAL DOS MUSEUS
Entre os dias 18 a 22 de
maio de 2015, a Casa do Patrimônio de Igarassu sediará a 13ª Semana Nacional
dos Museus, promovida pelo Museu Histórico de Igarassu e pelo IBRAM – Instituto
Nacional de Museus em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura
e o Escritório técnico do IPHAN nesta cidade. A Semana celebrará o Dia Nacional
de Museus, 18 de maio, promovendo diversas atividades em torno do tema “Museus
para uma sociedade sustentável”. A idéia é que o público possa refletir sobre a
importância dos museus como um espaço de conhecimento, dialogo, interação,
valorização e preservação do patrimônio histórico, cultural e natural da
cidade. O evento contará com a exposição: Paisagens da História durante toda a
semana, além de palestras sobre a história e a geografia da cidade, oficinas de
educação patrimonial e de história em quadrinhos, apresentação de teatro de
bonecos, contação de histórias e recital de cordel.
Fonte: Jornal do Grande
Recife
sexta-feira, 10 de abril de 2015
TRÊS LADEIRAS
A notícia mais antiga encontrada
sobre Três Ladeiras data de 25 de junho de 1803 e foi encontrada no livro de
assentamento de Óbitos da igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem do Pasmado,
então pertencente à freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Ilha de
Itamaracá, tratando da morte da párvula Maria, filha de Lourenço e D. Anna
Joaquina, que moravam nas Três Ladeiras, sendo sepultada na dita igreja.
A vila dista 30 quilômetros ao
norte da sede do município e está situada sobre o dorso de uma grande colina
que em seu prolongamento contém três elevações de onde lhe veio à denominação.
Em 27 de março de 1849, pouco
tempo depois de retornar da Paraíba, onde havia indo organizar as coisas
relativas à Revolução Praieira, Antônio Borges da Fonseca, acampou com sua
gente na povoação. Aí, segundo informa,
recebi gente à noite. Dias depois, aos 30 de março, quando estavam
acampados em Cabú, graças a uma informação do delegado de Igarassu Manoel
Tomaz, pode o Cel. Bezerra, Comandante das tropas imperiais, atacar o
acampamento e os homens de Borges da Fonseca que “... abandonaram o campo aos
primeiros tiros, deixando para trás 8 mortos, muitos feridos, 36 armas e o
arquivo da coluna. A força legal nada sofreu, mas o guia Antônio Pedro ‘que
dizem ter sido quem denunciara a presença do caudilho nas matas’, perdeu a
vida”.
Quando em novembro de 1874,
irrompeu em Pernambuco a chamada Revolta do Quebra-Quilos, Igarassu, graças a
sua proximidade do Recife, foi uma das localidades onde houve muitas
“correrias, tumultos e ataques” dos revoltosos. Em Três Ladeiras , por
exemplo, foi geral o “quebramento das odiadas medidas e pesos do novo sistema”.
Recentemente, encontramos no Departamento de Pesquisa Histórica do Museu
Histórico de Igarassu um Sumário de Culpa promovido pela justiça local contra o
Tenente Francisco Dias de Albuquerque e outros. No processo, graças a diversos
depoimentos, foi possível fazer uma reconstituição de quando e como foi a ação
dos sediciosos na localidade. Segundo a testemunha Antônio Falcão de Mello
Cavalcanti, estando ele a vender fazendas neste povoado no dia seis de dezembro
de 1874, pelas duas horas da tarde ouviu soltar um foguete vendo em seguida Francisco Dias
de Albuquerque dizer aí vem os marimbondos e, efetivamente, momentos depois
apareceu-lhe um grupo de cinco ou seis indivíduos, que ele testemunha sabe faziam
parte de um outro grupo numeroso de sediciosos que exigiram dele testemunha a
entrega do metro de que se servia, ao que ele opôs-se retirando-se os
desordeiros que voltaram em seguida e a força tomaram o metro que quebraram. Há
informação de que todas as peças do novo sistema métrico decimal foram
quebradas. Infelizmente, o processo não foi concluído por que algumas
testemunhas, consideradas vitais no processo, não foram ouvidas.
A localidade já possuía em 1883
uma escola de primeiras letras, sendo seu professor o Sr. Felippe Benício
Correia de Figueiredo. A capela, como informa a Câmara de Igarassu ao governo
em ofício datado de 23 de setembro de 1884, “foi há pouco reconstruída sob a
invocação de Nossa Senhora das Dores da Santa Cruz”. No começo do século XX tinha cerca de 600
habitantes e feira semanal. Sua transformação em distrito se deu em face da Lei
Municipal nº 148, datada de 30 de maio de 1953, e confirmada através da Lei
Estadual nº 1.819, datada de 30 de dezembro de 1953. As terras que formaram a
nova unidade administrativa igarassuense foram desmembradas do antigo distrito,
hoje cidade de Araçoiaba. A instalação oficial do distrito, entretanto, só se
deu em 12 de julho de 1954.
sábado, 28 de março de 2015
CUIEIRAS
As primeiras notícias que temos sobre
Cuieiras nos advém de 24 de setembro de 1799 e foram encontradas no livro de
Óbitos da freguesia dos Santos Cosme e Damião que cobre o período de 1797/1865.
Nele, à página 10, encontramos o seguinte registro de falecimento: “... Aos 24
de setembro de mil setecentos e noventa e nove faleceu sem sacramentos por
morrer de facadas, Maurício Pinheiro, viúvo morador na Cuiheira desta freguesia, foi sepultado nesta matriz, envolto em
hábito branco, de que para constar mandei fazer este em que assinei. José
Aranha de Vasconcellos”. Sobre este Maurício Pinheiro, infelizmente, nada
conseguimos verificar nos inventários, testamentos e processos crimes existentes
no Departamento de Pesquisa Histórica -D. P.H., do Museu Histórico de Igarassu,
já que a documentação é toda posterior a data de falecimento supra citada.
Acerca do nome Cuieiras, encontramos no
Dicionário Aurélio a seguinte definição: “... Árvore baixa, da família das
bignoniáceas, de caule tortuoso, flores solitárias, grandes, esverdeadas ou
amarelo-pálidas, com estrias roxas, a qual fornece madeira castanho-amarelada,
dura e forte, própria para marcenaria, e cujo fruto baga é usado como vasilhas,
cuias e instrumentos musicais; cabaceira, árvore-de-cuia, cuité, coité”. É muito provável que o nome da localidade
advenha dessa árvore, embora, nada comprove documentadamente até o presente,
que ela tenha existido em abundância naquelas paragens.
Em 1985, ao efetuarmos a leitura
paleográfica de alguns Livros Notas que se encontram no D. P. H. do Museu
Histórico de Igarassu, encontramos uma escritura datada de 29 de janeiro de
1887, na qual D. Lusia do Espírito Santo Rangel, D. Francisca Joaquina Rangel e
D. Isabel Emiliana Rangel, como cristãs que são doaram uma pequena sorte de
terra para construção de uma Capela sob a invocação de São João Batista. A
capela, infelizmente, não foi construída de imediato. A sua edificação deve-se
a professora da localidade, D. Maria Dias Vidal (mais conhecida como D.
Maroquinha) que conseguiu da Fábrica de Cimento Poty a doação do material. A
obra foi executada com participação da população local e só ficou concluída em
1938. No começo do século XX existiam na região diversas minas de onde se
extraiam cal de ótima qualidade. Ainda hoje abundam na área restos de diversos
fornos de queimar esse material. Temos notícias da existência de um intenso
comércio desse produto entre a localidade e a capital do Estado. Aos 13 de maio
de 1937, foi inaugurada na localidade a Escola 13 de Maio, que teve como sua
primeira professora D. Adélia de Oliveira Melo, que foi substituída em 1938 por
D. Maria Dias Vidal (D. Maroquinha).
Assinar:
Postagens (Atom)

